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MUSEUS NADA COMUNS EM BUENOS AIRES

Buenos Aires possui cerca de 130 museus! Por mais estranho que possa parecer, há alguns deles que não têm nada a ver com arte!

Isso mesmo. Nada de quadros, esculturas, fotos, etc. Eles até podem ter algum desses itens, mas esse não é o foco do museu e sim outras coisas que fogem do mundo artístico.

Ficou curioso? Veja aqui a lista de museus bem diferentes que você poderá visitar, e fugir dos roteiros comuns em Buenos Aires.


MUHU – MUSEU DO AMOR

Diferentemente de outros museus portenhos, este é novo (foi criado em 2012), mas o edifício tem quase cem anos de história.

Embora o espaço não seja lá muito grande, há muito o que descobrir se você se interessa por desenhos, quadrinhos, cartuns e caricaturas.

Na primeira sala acontecem exposições temporárias, como a de brinquedos antigos, que está em cartaz agora (confira aqui a programação).

Já no subsolo está a mostra permanente, que abarca duzentos anos de história do humor gráfico argentino, de 1810 aos dias de hoje.

» Endereço: Av. de los Italianos (Costanera Sur), 851 – Puerto Madero.

» Dica: Essa Avenida é também chamada de Costanera Sur e infelizmente tem poucos ônibus. O melhor é fazer a visita junto com Puerto Madero.

» Horário: O Muhu abre diariamente (seg a sex das 11h às 18h; sáb e dom das 10h às 20h; feriados das 12h às 20h).

Às segundas, terças e quartas é gratuito.

» Valor:  AR$ 10. (Menores de 14 anos entram de graça todos os dias.)

» Site: Museo del Humor.


MUSEU DOS BEATLES

Liverpool está a mais de 11 mil quilômetros de distância da Argentina, mas quando você entra no Museu dos Beatles de Buenos Aires isso não faz a mínima diferença.

Ele é pequeno, bem organizado e muito divertido para os fãs dos Reis do Yeah, Yeah, Yeah!

Bastante divertido, o museu dos Beatles está no Guinness Book por ser a maior coleção particular de objetos da banda.

O dono, Rodolfo Vásquez, deixa clara sua devoção pelo quarteto de Liverpool através de todo seu acervo.

No espaço do Museu estão cerca de 8500 artigos do colecionador. Tem certidão de nascimento dos músicos, autógrafos, cartas, ingressos para shows, dezenas de bonecos, discos de ouro, relógios, instrumentos e brinquedos.

Também tem roupas usadas pelos Beatles, um quarto típico de uma adolescente dos anos 60, e um montão de badulaques que só um fã louco como o dono conseguiria achar.

Esse é o maior museu dos Beatles fora de Liverpool e para os fãs vale a pena conhecer a recriação do The Cavern Club após o passeio.

Há até mesmo um tijolo original do bar The Cavern Club de Liverpool.

» Endereço: Av. Corrientes 1660 (dentro do complexo de teatros e bares Paseo de La Plaza).

» Dica: Para chegar lá é possível descer na estação Uruguay ou Callao (linha B) ou pegar algum desses ônibus: 5, 6, 7, 12, 24, 26, 37, 50, 60, 124, 146 e 150.

» SiteMUSEU DOS BEATLES e a página oficial no Facebook –  facebook.com/MuseoBeatle.

» Valor: AR$150  – Ingressos a venda no local.


MUSEU DA ÁGUA

O museu da água, oficialmente Palácio de Águas Corrientes, fica em um lindo edifício construído entre 1887 e 1894. Com uma arquitetura majestosa e imponente, impressiona a todos que passam pela Avenida Córdobae.

A construção, considerada uma das mais bonitas da cidade, contém os antigos depósitos de água que foram usados por mais de meio século e também há uma exposição de privadas velhas! Hahaha! Sim, você não leu errado! Essas peças são responsáveis por contar um pouco da história sanitária portenha, acredite se quiser!

O edifício majestoso hoje abriga a empresa Agua y Saneamientos Argentinos (AySA), e é declarado Patrimônio Histórico Nacional. A mansão ocupa um quarteirão inteiro no bairro Balvanera.

Lá dentro funciona o Museu da Água e da História Sanitária, que possui 12 tanques de água sustentados por 16 mil toneladas de ferro fundido trazido da Bélgica. O museu traz a história do saneamento da cidade de Buenos Aires e sua contribuição para o desenvolvimento do local.

Uma das partes mais divertidas da visita é conhecer a evolução dos vasos sanitários (inodoros – uma das denominações em espanhol). Logo quando surgiram, havia uma vergonha muito grande de tê-las dentro de casa. Aos poucos, cultura e comportamentos foram mudando. 

Para influenciar nesta mutação, os fabricantes de vasos sanitários investiram muito em design para que as pessoas começassem a transformar seus conceitos em relação à peça e o modo de usá-la.

Um dos vasos que eu gostaria muito que existisse em banheiros públicos femininos: ele foi idealizado para que as mulheres pudessem fazer xixi de pé! Que maravilha! Mas isso numa época em que a mulherada não usava calças!

LENDAS E MISTÉRIOS

Finalizando a visita, o guia nos conta a lenda que o Palácio das Águas Correntes é um lugar assombrado. Há quem jure de pés juntos e cabelos “arrepiados” que a noite há arrastar de correntes e gritos que só podem mesmo vir do além!

Eu, definitivamente, prefiro acreditar sem testemunhar.

Há ainda quem diga que o corpo de Evita Perón – que foi escondido em diversos lugares de Buenos Aires antes de ser enterrado no Cemitério da Recoleta – tivesse ficado um tempo por ali também. Contudo, engenheiros refutam esta ideia argumentando que a estrutura do lugar não permitia de modo algum esconder ali um corpo.

Faça sua aposta, caro viajante!

» Endereço: Calle Riobamba 750.

» Dica: É perto da estação Callao (linha D). Outra opção é ir de ônibus, utilizando essas linhas: 12, 29, 37, 39, 60, 106, 109, 111, 124, 132, 140, 142, 150, 152.

» Site: PALÁCIO DE ÁGUAS CORRIENTES.

» Telefone:. (54-11) 6319-1104.

» Horário:.Segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 17h (Visitas guiadas: segunda, quarta e sexta às 11h).

O acesso é gratuito e não é necessário nenhum tipo de agendamento.


MUSEU DA PSICOLOGIA

Museu de la Psicologia Argentina Horacio Piñero (da UBA) conta com grande parte dos instrumentos científicos do Laboratório de Psicologia Experimental fundado por Horacio Piñero em 1901, e por isso leva o seu nome.

Ele fica dentro da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires e foi inaugurado em 1997, dez anos após o início da identificação e restauração de sua coleção. 

Nele o visitante poderá conhecer mais de vinte aparelhos, e uma infinidade de peças que pertenciam ao cientista.

O preferido é o taquistoscópio mecânico de Wunt, construído entre os anos 1880 e 1885, que era utilizado para avaliar a quantidade de elementos possíveis de reter e analisar o campo de atenção da memória emotiva. 

» Endereço: Av. Independencia 3065, 3º piso, salas 311 e 312.

» Dica: Você chega lá descendo na estação Jujuy (linha H), na estação Urquiza (linha E) ou então pegando um desses ônibus: 7, 31, 32, 41, 56, 75, 96, 101.

» Telefone: 4957 3810 / 4110.

» E-mail: museopsi@psi.uba.ar.

» Site: www.psi.uba.ar.

O local tem entrada gratuita.


MUSEU DO HOLOCAUSTO

Diz o ditado que “uma imagem vale mais que mil palavras.”Museu do Holocausto de Buenos Aires é uma prova disso.

Impossível ficar imune à impressionante força das fotografias, vídeos e objetos expostos no local. Campos de extermínio, vítimas do Nazismo, uniformes de prisioneiros e outras imagens referentes ao período dão um testemunho voraz de um dos maiores genocídios que o mundo já viveu.

A PRIMEIRA IMAGEM CAUSA IMPACTO

Ao entrar no edifício localizado no bairro Norte da capital argentina, o visitante avança por um caminho de paralelepípedos que leva a uma porta de vidro na qual uma foto plotada produz a sensação de entrar no campo de concentração de Auschwitz.

Em um antigo prédio de 3.000 metros quadrados, o museu abriga uma exposição permanente sobre o Holocausto, ou seja, o extermínio de seis milhões de judeus nas mãos do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Recursos tecnológicos, telas sensíveis ao toque, espaços sensoriais e tabletes interativos destacam os testemunhos de sobreviventes. Fotos, vídeos históricos e estatísticas dolorosas completam a informação.

A mostra permanente Imagens da Shoá – O Holocausto e suas ressonâncias na Argentina conta com objetos diversos, como passaportes, cartas, insígnias de uso obrigatório, como as braçadeiras com a estrela de David, roupas dos prisioneiros dos campos de concentração, entre outros.

O Museu do Holocausto de Buenos Aires conta também com exposições temporárias, sempre no contexto da Segunda Guerra Mundial e os horrores praticados pelos nazistas contra o povo judeu.

Além disso, oferece diversas atividades que visam manter viva na memória coletiva o horror desse período da História, como cursos, visitas guiadas e outras atividades educativas.

DICA

Para quem vai de metrô o melhor é descer na estação Callao (linha D) ou então pegar alguma dessas linhas de ônibus: 29, 37, 39, 106, 109, 111, 124, 132, 140, 152.

» Endereço: Calle Montevideo 919.

» Horários do Museu: De segunda a quinta, das 9h às 19h; Sextas: das 9h às 16h.

» Entrada: Gratuita.

A entrada ao Museu do Holocausto de Buenos Aires custa AR$ 100 para turistas e o visitante pode dispor de um áudio guia em português, inglês ou espanhol para acompanhar a visita.

Para tanto, deve fazer o download do programa em seu celular (o museu dispõe de serviço wi-fi). Não é necessário fazer reserva previamente

» Telefone: 4786-8602.

» Site: info@museodelholocausto.org.ar.

*O Museu do Holocausto de Buenos Aires não abre durante os feriados nacionais e da comunidade judaica.


MUSEU DO DINHEIRO

Nesse incrível país, palavras para se referir ao dinheiro não faltam: guita, mosca, manga, gamba, palo, luca, tela, morlacos, quirolas.

Você sabe de onde vem o significado de “eu não tenho cobre” ou “custa apenas algumas quirolas“? Não? Então vá conhecer esse incrível acervo!

No Museu do Banco Central, você encontrará a história da moeda do país e todos os meios de pagamento que circularam neste território desde os povos originais até os dias atuais. 

Eles possuem a coleção pública mais valiosa e completa de moedas argentinas, que totaliza mais de 20.000 peças.

Já imaginou? Todos os modelos de moedas e cédulas que circularam na Argentina desde o século XVI até hoje.

MUSEU HISTÓRICO

A sede do atual Museu Histórico foi construída originalmente em 1862 para funcionar como a Bolsa de Comércio de Buenos Aires. Em 1989 passou a ser sede desse museu, que tinha sido inaugurado em 1941 e recebe seu nome de quem foi seu vice-presidente, o filho do presidente da República.

Sua missão é colecionar, exibir e custodiar as moedas que circularam no país (e em algumas partes da América Latina) desde metade do século XVI até a atualidade, assim como as notas e diferentes elementos técnicos que intervêm na sua fabricação.

Além de expor os materiais utilizados para a fabricação do dinheiro, o local tem um arquivo de documentos históricos e uma biblioteca especializada.

O nome oficial desse ponto é Museu Histórico y Numismático del Banco Central de la República Argentina e saiba você que numismático se refere à ciência que tem as moedas e as medalhas como objeto de estudo. Buenos Aires é só cultura!!

» Endereço: Calle San Martin 216.

» Dica: Indo de metrô desça na estação Plaza de Mayo (linha A), estação Além (linha B) ou estação Catedral (linha C). O ônibus que passam perto são: 6, 22, 24, 26, 28A, 28B, 29, 33, 50, 54, 56, 61, 62, 74, 91A, 91B, 99, 105, 111, 130, 143, 146, 152, 155, 159.

» Site: http://www.bcra.gov.ar/Museo/index.asp.

O legal é que no museu do dinheiro você entra de graça, que ironia!


E então, qual desses museus vai entrar no seu roteiro de viagem? Fala a verdade, quem poderia imaginar que privada poderia ser artigo para uma exposição de museu? Pois é, os portenhos têm dessas excentricidades!

Se você está procurando museus mais tradicionais da cidade, veja a lista com os Principais museus de Buenos Aires aqui no blog!

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