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Santiago do Chile
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Santiago

CUSTO DE VIDA EM SANTIAGO

QUANTO CUSTA MORAR EM SANTIAGO?

Está pensando em se mudar para o Chile? Quer saber qual o custo de vida em Santiago? Esta é uma das perguntas mais frequentes por aqui e não sem razão: o custo de vida é geralmente a maior preocupação para quem está pensando em morar em outro país. Ainda mais em uma capital como Santiago.

Por outro lado, Santiago é considerada uma das melhores cidades da América Latina para se morar, o que compensa o custo de vida. É um caso em que vale a pena o investimento, visto que a infraestrutura da cidade, a segurança e a qualidade de vida compensam os gastos. Também existe a facilidade de poder visitar familiares e amigos sem tanto problema já que ó país é vizinho ao Brasil.

Mas em comparação com o Brasil o custo de vida em Santiago é considerado caro. Quase nada sai por menos de 1.000 pesos chilenos. Até as lojas que vendem itens baratos (como as lojas de R$1,99 no Brasil) iniciam seus preços a partir de $1.000. Se levarmos em consideração que $1.000 sai em torno de R$6,00 já dá para ter ideia de como os custos em Santiago são elevados.

O custo de vida de cada pessoa varia. Depende muito dos hábitos de vida que a pessoa tem e de onde ela veio, fora a questão de adaptação ao novo local e cultura. Um outro fator é se a pessoa pretende morar em um local mais central na cidade ou mais afastado. Quanto mais próximo do centro mais acesso se tem tanto a produtos como serviços em Santiago. O ideal é pesquisar e planejar bem cada detalhe para não ter nenhuma surpresa.

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MOEDA LOCAL

A primeira questão que influencia muito nessa conta é a questão da diferença entre dólar, real e o peso chileno. O dólar, como você provavelmente sabe, é a moeda que influencia o mundo. A desvalorização do real frente ao dólar e ao peso chileno faz com que o Chile (portanto o custo de vida em Santiago) seja mais caro do que o Brasil, mesmo nas cidades como SP ou RJ.

Tradução: um real atualmente custa o equivalente a 150 pesos chilenos, aproximadamente. Novamente, considere que tudo em Santiago não sai por menos que 1.000 pesos chilenos (ou aproximadamente R$6,00).

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TRABALHO

Como você também deve imaginar, as relações trabalhistas no Chile são diferentes das brasileiras. Pra começo de conversa, não existe carteira de trabalho chilena. As férias no Chile vão até no máximo 15 dias úteis e não é possível vender nenhum desses dias. Também não existe 13º salário nem FGTS chilenos.

O salário mínimo chileno oficial, incluindo Santiago, é de R$ 1.671 (ou 250 mil pesos chilenos, aproximadamente). Mas dependendo da empresa este valor pode chegar a R$ 2.220, ou 330.000 pesos chilenos em média por mês. Quem vem de outro país pode ganhar menos, dependendo do cargo e da empresa que contrata. E para conseguir um emprego com o visto de residência é preciso pedir ao consulado uma permissão de trabalho (que vai te fazer desembolsar mais ou menos 30.000 pesos chilenos adicionais, ou aproximadamente R$ 200,00). Novamente, é necessário planejamento antecipado!

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MORADIA

É necessário pesquisar bastante. Os locais perto do metrô, centro e hospitais são os mais procurados e os mais caros. Mas como a infraestrutura pública de Santiago é muito boa, até locais considerados “mais distantes” podem ser uma alternativa ótima.

Quanto a preços, o aluguel de um apartamento pequeno perto de uma estação de metrô varia entre 200 mil a 350 mil pesos chilenos (R$ 1.333 a R$2.330,00 aproximadamente) e o condomínio fica mais ou menos em torno de 30 mil pesos (R$ 200,00 mais ou menos). Isso para um apartamento com dois quartos e um banheiro. Para locais mais afastados do centro, existem opções de apartamento maiores (com 3 quartos, por exemplo) que vai ficar em média 400 mil pesos chilenos (mais ou menos 2.665 reais). E lembre que você terá mais gastos  com energia, telefone, gás e internet. Lembre também que Santiago tem seu período de frio e o sistema de aquecimento se torna fundamental, o que vai exigir também outro investimento seu.

Chile para crianças: GUIA DE SOBREVIVÊNCIA TURÍSTICA ÀS FIESTAS PATRIAS

SAÚDE

Não existe em lugar nenhum do mundo sistema de saúde como o SUS brasileiro.  Então não pense que Santiago tem algo pelo menos remotamente parecido porque infelizmente não tem. Iremos explicar em mais detalhes como que funciona essa questão no Chile, já que não é nem tão simples muito menos barata. Primeiramente, nenhum plano de saúde chileno cobre gastos 100%. A saúde do país é privatizada. Isso vai gerar um impacto significativo em seu orçamento.

Grupo SANJOSE | HOSPITAL EL CARMEN DR. LUIS VALENTÍN FERRADA DE MAIPÚ, SANTIAGO DO CHILE

SAÚDE PÚBLICA CHILENA

Todo empregado precisa destinar 7% de seu salário para o sistema de saúde do Chile, composto por dois programas: o Fonasa ou Isapre. O Fonasa seria uma seguradora de saúde pública e as Isapres são as seguradoras privadas. Todos os trabalhadores escolhem para qual das duas contribuirão. As Isapres (mais comuns) são contratadas pelo trabalhador, que escolhe o plano que é melhor pra ele, os benefícios e os beneficiários (filhos, cônjuge). Se o plano que a pessoa quer contratar é maior que os 7% obrigatórios de contribuição, se paga a diferença restante. É o que acontece na maioria dos casos.

Chile's Healthcare Expansion Lurches Forward - Global HealthCare Insights Magazine

PLANOS DE SAÚDE DO GOVERNO E PRIVADOS

Os planos mais econômicos têm uma cobertura muito pequena e com muitas restrições. Essas seguradoras não cobrem todos os tratamentos do serviço de saúde e a pessoa paga pelo restante. O valor varia de acordo com o plano contratado e a clínica escolhida como preferencial quando a pessoa vai assinar o contrato.  Os valores mudam de acordo com o centro de saúde que a pessoa se atende e alguns tem mais coberturas do que outros dependendo do plano contratado.

As porcentagens de cobertura também variam de acordo com a Isapre ou plano contratado. Todas as Isapres tem um teto de cobertura (tope de cobertura) que é uma das “pegadinhas” dos planos. Por isso é importante ficar atento, já que a maioria dos que vendem esses planos de saúde não explicam direito essa questão. O ideal é contratar um plano que não tenha tope, mas lógico que vai ser mais caro. Por isso, leia as letras miúdas dos contratos! Faça um comparativo com três seguradoras diferentes para poder ter uma visão maior e mais clara dos detalhes de cada plano. Muitas vezes esse tope é muito baixo e isso aumenta muito o valor a ser pago pelo afiliado em cada tratamento, consulta ou exame. O mínimo de cobertura estipulado por lei é de 25% e também existem atendimentos que não tem cobertura nenhuma.

O Fonasa também estipula alguns limites de cobertura de atendimentos para certas modalidades, mas não existe restrição para doenças preexistentes (o que não acontece com as Isapres). Por exemplo, uma mulher grávida que quer contratar um plano de saúde ou mudar o plano atual tem que estar atenta aos detalhes de cada um, porque muitas não cobrem o parto se o procedimento for contratado a partir de determinada semana da gravidez. Repetindo: leia bem as letrinhas miúdas antes de contratar!

Archivo:MINSAL.png - Wikipedia, la enciclopedia libre

SEGURO PARA PLANOS DE SAÚDE

Outro item que precisa ser observado é o seguro complementar. É um seguro do seguro. Normalmente ele é contratado para cobrir a diferença que os planos de saúde não cobrem, mas também é importante observar os detalhes dos contratos. Para certas doenças de grande complexidade como o tratamento de um câncer, a seguradora pode pôr fim ao contrato de forma unilateral. Além disso, existem os seguros específicos dos próprios estabelecimentos de saúde e os valores mudam bastante também. Portanto, se a pessoa tem preferência por algum hospital ou clínica, é possível fazer um seguro exclusivo para os atendimentos neste local.

Talvez você tenha entendido o que dissemos anteriormente sobre não existir sistema como o SUS brasileiro. A saúde no Chile é certamente algo a se levar em consideração, já que pesa muito no orçamento de quem mora lá – inclusive em Santiago.

Edificio Banmédica in El Golf Neighborhood of Santiago, Chile - Encircle Photos

TRANSPORTE

Esse é o caso em que o investimento compensa. Todo mundo que visita a cidade se surpreende com este fator. O sistema de transporte público em Santiago é muito bom. Ônibus e metrô são integrados, e na cidade tem uma ampla malha viária exclusiva para bicicletas, patinetes elétricos e segwels.

Tarjeta Bip! | Somando Destinos

INTEGRAÇÃO – UMA MARAVILHA DE ECONOMIA

Em Santiago existe integração entre ônibus e metrô, que inclusive são conectados pelo sistema Transantiago. Nele é possível utilizar os dois meios por um preço muito acessível e usando o mesmo cartão e tarifa no período de 2h. Esse cartão se chama BIP e custa 1.550 pesos chilenos (quase 10 reais). É recarregável.

O valor da passagem varia de acordo com o horário. Por exemplo, se você utilizar nos horários de menor movimento vai economizar bem mais do que se você o fizer no horário de pico. Mas para a maior parte do dia o ticket custa 660 pesos chilenos ou R$ 4,40, e tem descontos para estudantes e idosos.

Em geral, uma pessoa sem carro deixa cerca de 40 mil pesos por mês ou R$ 265 mais ou menos para despesas de transporte. Apenas lembrando que a gasolina chilena é bastante cara já que vem de fora. Por este motivo ter um carro próprio permite mais liberdade, porém, também exige mais gasto.

HOW TO USE THE METRO IN SANTIAGO!

ALIMENTAÇÃO

Também é item que precisa de planejamento para equilibrar o seu custo de vida em Santiago. Se você gosta de comer fora sentimos muito, mas você não vai achar um prato por menos de 3 mil pesos chilenos ou R$ 20. No final do mês a conta vai pesar. Por outro lado, se você cozinhar em casa vai economizar bastante, mesmo com os itens alimentícios sendo relativamente mais caros que no Brasil.

Vamos falar de comida. É realmente caro comer em Santiago do Chile? - Nós no Chile

PREÇOS MÉDIOS

Para exemplificar, uma cesta básica convencional com 6 kg de carne, 8 L de leite, 3kg de arroz, 3 kg de feijão hallado (similar ao feijão carioca), 1 L de óleo de cozinha, 4 caixas de molho de tomate, 3 pacotes de macarrão, 250 gr de manteiga, 4 kg de pão, 6 kg de batata, 2 kg de cebola e 2 kg de maçãs. Esta cesta vai sair em média por 55 mil pesos chilenos (365 reais aproximadamente). Isso sem contar itens adicionais ou um restaurante de vez em quando.

Portanto, se você fizer uma compra com todos os produtos necessários e algumas guloseimas, sem exageros, com cerca de 90 mil pesos por mês ou 600 reais mais ou menos você vai ter o necessário para cobrir as despesas relacionadas com alimentação.

Comidas Típicas Do Chile: o seu guia definitivo de culinária chilena

EDUCAÇÃO

Para começar nesse assunto, informamos que o Chile tem um dos melhores programas educacionais do mundo. Então, dependendo de qual seja seu objetivo nesse quesito, também é um caso que o custo de vida compensa.

Muita gente vem a Santiago para aprender espanhol ou cursar universidade, já que as melhores da América Latina são chilenas. Porém, como em qualquer outro lugar do mundo, tem bairros que são extremamente caros e outros muito pobres, o que interfere nos preços dos cursos e das escolas.

Universidad de Chile | FEA - USP

COMO FUNCIONA

No Chile existem escolas públicas, subsidiadas e privadas. A diferença entre a segunda e a terceira é que nas subsidiadas o governo paga parte dos custos, o que pode ser muito econômico (40 mil ou 60 mil pesos por mês, algo entre 265 e 400 reais). Na escola privada você é responsável por pagar tudo, e pode encontrar de 150 mil pesos (R$1.000,00) ou mais (chegando até 1 milhão de pesos chilenos, em torno de 6.600 mil reais).

Não existem (ainda) universidades chilenas gratuitas. Ainda que sejam públicas e você consiga uma bolsa ou um auxílio do Estado (tipo o FIES no Brasil), você vai precisar pagar depois. Por exemplo, no curso de Direito da Universidad de Chile, o valor anual pode custar 4.343.900 pesos chilenos ou R$ 30 mil, aproximadamente. Você também pode fazer cursos curtos, de verão, por exemplo. Um curso de fotografia que dura algumas semanas pode custar em torno de 70 mil pesos ou R$ 500 em média. E na Pontificia Universidad Católica de Chile (PUC), por exemplo, os cursos regulares custam a partir de 900.000 pesos chilenos por semestre, aproximadamente, ou 6.000 reais em média.

Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Diego Portales / Rafael Hevia + Rodrigo Duque Motta + Gabriela Manzi | ArchDaily Brasil

Informações gerais - Universidad de Chile

VALE A PENA MORAR EM SANTIAGO?

A resposta a essa pergunta é: totalmente! Se você pegar os valores mencionados vai chegar em uma média de 600 mil pesos chilenos ou R$ 4.000, o que está dentro do esperado para o custo de vida em Santiago. E você pode reduzir pela metade esse custo se for estudante e alugar apenas um quarto, dividindo todos os outros gastos com outras pessoas.

Preços e Horários — Sky Costanera

É impossível negar a qualidade de vida que Santiago oferece, já que está entre os índices mais altos de alfabetização, segurança e taxa de empregados. Além disso existem as belíssimas paisagens, de norte a sul. Mesmo que o custo de vida em Santiago não seja o mais barato, com certeza é uma das melhores cidades para se viver. Olha nosso site para mais informações! Espero que esse post tenha ajudado a lhe dar uma visão geral dos custos de vida neste país incrível! E qualquer dúvida, deixa aqui nos comentários!


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